O sexto semestre da faculdade começou um tanto quanto conturbado para mim, logo que as aulas iniciaram, descobri que estava grávida, e uma mulher grávida fica mais sensível... Apesar de ter uma família bem estruturada, um esposo que sempre me deu apoio, dois filhos (lindos) onde meu “nenê já estava com 8 anos, veio esta “surpresa”. Com certeza causaria impacto. Pois bem, achei ótimo que teríamos a interdisciplina de “Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II”, pois gosto muito de psicologia, e estudar a Epistemologia Genética de Jean Piaget era tudo de bom. Gostei demais de relembrar as fases do desenvolvimento, onde na ocasião ia encaixando meus filhos e meus alunos em cada uma das fases. Lembro também que em muitos momentos eu própria me reportava para minha infância, onde conseguia entender porque agi de tal forma, em determinado momento ou situação da vida.
E tudo estava indo bem, a interdisciplina de “Filosofia da Educação” também era muito boa e fazia pensar, temos que lutar para não termos de volta uma nova “Auschwitz”... depois foi a vez de repensar a questão do preconceito, onde foi muito interessante poder conversar com pessoas negras e entender seu sentimento quando sofrem algum tipo de preconceito. Na verdade, na correria do dia-a-dia acabamos por não pensar nestas coisas, que em algum lugar podem estar ferindo e machucando alguém preconceituosamente. O preconceito é crime, e particularmente acho isso ótimo, afinal, pessoas são pessoas, independente de sua cor, credo, religião, opção política, etc. e todos merecem o devido respeito.
Mas daí veio a interdisciplina de “Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais”, que me desestruturou completamente. Estando grávida, fazendo estudo de caso, relembrando de crianças portadoras de necessidades especiais, isso tudo mexeu muito comigo. Ficava pensando se meu filho seria perfeito... É claro que meu filho ter alguma necessidade especial não faria diferença nos meus sentimentos, eu o amaria muito, de qualquer jeito, com certeza. É que infelizmente, nossa sociedade ainda precisa amadurecer muito para aceitar o “diferente” como sendo “normal”.
Mas superadas as dificuldades, consegui encerrar o semestre com êxito. E hoje tenho mais uma estrelinha brilhando em minha vida, minha pequena Helena.
E tudo estava indo bem, a interdisciplina de “Filosofia da Educação” também era muito boa e fazia pensar, temos que lutar para não termos de volta uma nova “Auschwitz”... depois foi a vez de repensar a questão do preconceito, onde foi muito interessante poder conversar com pessoas negras e entender seu sentimento quando sofrem algum tipo de preconceito. Na verdade, na correria do dia-a-dia acabamos por não pensar nestas coisas, que em algum lugar podem estar ferindo e machucando alguém preconceituosamente. O preconceito é crime, e particularmente acho isso ótimo, afinal, pessoas são pessoas, independente de sua cor, credo, religião, opção política, etc. e todos merecem o devido respeito.
Mas daí veio a interdisciplina de “Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais”, que me desestruturou completamente. Estando grávida, fazendo estudo de caso, relembrando de crianças portadoras de necessidades especiais, isso tudo mexeu muito comigo. Ficava pensando se meu filho seria perfeito... É claro que meu filho ter alguma necessidade especial não faria diferença nos meus sentimentos, eu o amaria muito, de qualquer jeito, com certeza. É que infelizmente, nossa sociedade ainda precisa amadurecer muito para aceitar o “diferente” como sendo “normal”.
Mas superadas as dificuldades, consegui encerrar o semestre com êxito. E hoje tenho mais uma estrelinha brilhando em minha vida, minha pequena Helena.
(Postagem referente ao mês de outubro)
1 comentários:
Oi Adri!!
Tuas postagens estão bem organizadas, ricas de lembranças e reflexões sobre os semestres. Uma dica para as próximas postagens: que tal tentar fazer links a partir das reflexões atuais para postagens anteriores dos semestres? Abração!
PS.: tá linda tua Helena!
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