quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"HISTÓRIA DE PETER"

O aluno Peter estava ingressando na escola pela primeira vez. Tudo era novo, tanto para o aluno, quanto para os colegas e ainda mais para a professora. Peter tinha Síndrome de Down.
No início, a professora sentiu certo medo, acompanhado de um desejo de enfrentar e vencer a situação apresentada, conseguindo contribuir para o desenvolvimento e a aprendizagem de Peter em todos os sentidos. Mas a situação estava um pouco difícil, Peter tinha dificuldades em se relacionar com os colegas, batendo, agredindo, e estes por sua vez acabavam se afastando de Peter com medo de suas reações e atitudes. Os colegas ainda percebiam sua deficiência e não revidavam, mas não gostavam.
Peter não tinha limites, nem obedecia a regras, fazia as coisas como bem entendia e isto estava deixando a professora preocupada e insatisfeita pois não estava conseguindo chegar até Peter e ajuda-lo como gostaria. Então pensou que poderia tentar mudar a maneira de trabalhar com Peter, incluindo-o ainda mais nas atividades propostas, mostrando-lhe o que era certo e errado. Assim também a turma passou a tratar-lhe de forma diferente, tentando conquista-lo carinhosamente mas cobrando-lhe um comportamento diferente, diziam quando não estavam satisfeitos com as atitudes dele e o ajudavam na realização das atividades, como também nos diversos momentos de aprendizagem proporcionados pela escola.
A escola, por sua vez, adotou uma postura de receptividade e preocupação em incluir Peter nas atividades propostas pela escola. A escola também procurou ajudar a professora e a turma a compreender Peter, colaborando com o aprendizado do aluno em diferentes momentos da aula.
O tempo foi passando, semanas, meses, e Peter estava cada vez mais entrosado com a turma e feliz na convivência diária com os colegas e com as aprendizagens que estava realizando. Sua satisfação era visível, ria sozinho em sala de aula, participava das atividades e estava aprendendo. Em casa, a mãe estava muito feliz e satisfeita, Peter já não era mais o mesmo, chegava em casa rindo e assim permanecia por muito tempo. Estava muito feliz em ir para a escola.
Quando chegou o final do ano, e com ele todas as suas comemorações e festividades, Peter estava lá, assim como a turma, conseguiu aprender a ler e se desenvolveu muito em todos os aspectos. A professora estava muito satisfeita com os resultados obtidos e também com ela mesma, por ter aceito o desafio e ter tido um “olhar” especial para Peter, acreditando que ele seria capaz de aprender, assim como os outros.
Os colegas acolheram Peter e souberam respeitar suas limitações, mas também valorizar suas conquistas e vitórias, e se alegrar com ele. Os colegas descobriram em Peter um valoroso e sincero amigo, e isto os uniu ainda mais. A turma não poderia adiante sem Peter, pois fazia parte da história de cada um deles.

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