Após realizar este estudo de caso com o menino “Pedrinho” me reportei a fazer uma análise de toda situação. De um lado o menino, com todo seu direito e vontade de estar na escola e de aprender, e do outro a professora, com toda sua vontade de ensinar esta criança, possibilitando ao mesmo os conhecimentos e aprendizagens realizados pelos outros alunos em sala de aula, e ainda a própria instituição escola, a qual deveria estar oferecendo ao professor e ao aluno todo suporte necessário afim de favorecer a aprendizagem. O que vemos que muitas vezes acontece é que o professor recebe um aluno de inclusão, entra em sua sala de aula, fecha a porta e pensa que precisa dar conta sozinho, o que não é verdade, a escola é responsável por todos os alunos matriculados e também responsável em oferecer condições propícias de trabalho, além de um acompanhamento efetivo junto ao aluno e ao professor, tendo em vista esta questão.
O professor precisa valer-se de iniciativas no âmbito escolar que se encaminhem para a construção de uma rede de relações sociais e para a inclusão de todas as crianças na escola. Para tanto, torna-se necessário um direcionamento para a comunidade no estabelecimento de parcerias com os pais. É preciso tornar o trabalho escolar conhecido e entendido em suas diretrizes básicas nos diversos segmentos da comunidade escolar. O professor precisa construir uma rede de apoio para que possa trabalhar e obter êxito.
Cabe também mencionar que o professor também precisa se reciclar, tendo claro que não poderá trabalhar com um aluno de inclusão, mesmo que seja simplesmente dificuldade de aprendizagem, da mesma forma que trabalha e exige dos alunos ditos “normais”. A possibilidade de atuar junto a alunos que apresentam algum tipo de desvantagem para aprendizagem gerada por suas condições, sociais, culturais ou biológicas apresenta ao professor a necessidade de buscar elementos significativos capazes de evidenciar situações de vida que apontem uma sintonia entre ele e os alunos. Estes movimentos podem convergir para uma rede de interações em que o uso da linguagem permita a quem opera nela descrever-se a si mesmo porque somos seres humanos somente, não podemos ser comparados.
A chamada Educação Inclusiva apresenta-se no atual panorama educacional como a síntese de novas releituras a respeito das concepções mais tradicionais que, normalmente, tem definido critérios e pré-requisitos para compreender os processos de aprendizagem que ocorrem no educando e, consequentemente, as demandas da escola para permitir o “avanço” destes alunos.
Todos os seres vivos apresentam o seu desenvolvimento individual restrito pela sua própria organização, que é o seu corpo, estando imbricados pelas transformações do meio a que estão submetido. Nessa direção, cada ser vivo, mantém a sua identidade em cada interação e o operar do Sistema Nervoso é que vai determinar a diferença de um para outro ser vivo. De acordo com Maturana e Varela (1995, p.235)
Trabalhar com inclusão significa poder contar com um novo paradigma capaz de encaminhar em direção de um mundo objetivo, construído a partir de uma sintonia entre as partes em que um precisa entender o outro nesta rede de interações. Educar passa a significar a configuração de um espaço de convivência desejável para o outro de forma que eu e o outro possamos fluir no conviver de uma certa maneira particular.
Fonte de pesquisa: texto de Lenise Henz Caçula Pistóia1 - A REDE DE INTERAÇÕES COMO CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA: ALTERNATIVAS NO ESPAÇO DA SALA DE AULA COM ALUNOS EM SITUAÇÃO DE DESVANTAGEM
O professor precisa valer-se de iniciativas no âmbito escolar que se encaminhem para a construção de uma rede de relações sociais e para a inclusão de todas as crianças na escola. Para tanto, torna-se necessário um direcionamento para a comunidade no estabelecimento de parcerias com os pais. É preciso tornar o trabalho escolar conhecido e entendido em suas diretrizes básicas nos diversos segmentos da comunidade escolar. O professor precisa construir uma rede de apoio para que possa trabalhar e obter êxito.
Cabe também mencionar que o professor também precisa se reciclar, tendo claro que não poderá trabalhar com um aluno de inclusão, mesmo que seja simplesmente dificuldade de aprendizagem, da mesma forma que trabalha e exige dos alunos ditos “normais”. A possibilidade de atuar junto a alunos que apresentam algum tipo de desvantagem para aprendizagem gerada por suas condições, sociais, culturais ou biológicas apresenta ao professor a necessidade de buscar elementos significativos capazes de evidenciar situações de vida que apontem uma sintonia entre ele e os alunos. Estes movimentos podem convergir para uma rede de interações em que o uso da linguagem permita a quem opera nela descrever-se a si mesmo porque somos seres humanos somente, não podemos ser comparados.
A chamada Educação Inclusiva apresenta-se no atual panorama educacional como a síntese de novas releituras a respeito das concepções mais tradicionais que, normalmente, tem definido critérios e pré-requisitos para compreender os processos de aprendizagem que ocorrem no educando e, consequentemente, as demandas da escola para permitir o “avanço” destes alunos.
Todos os seres vivos apresentam o seu desenvolvimento individual restrito pela sua própria organização, que é o seu corpo, estando imbricados pelas transformações do meio a que estão submetido. Nessa direção, cada ser vivo, mantém a sua identidade em cada interação e o operar do Sistema Nervoso é que vai determinar a diferença de um para outro ser vivo. De acordo com Maturana e Varela (1995, p.235)
Trabalhar com inclusão significa poder contar com um novo paradigma capaz de encaminhar em direção de um mundo objetivo, construído a partir de uma sintonia entre as partes em que um precisa entender o outro nesta rede de interações. Educar passa a significar a configuração de um espaço de convivência desejável para o outro de forma que eu e o outro possamos fluir no conviver de uma certa maneira particular.
Fonte de pesquisa: texto de Lenise Henz Caçula Pistóia1 - A REDE DE INTERAÇÕES COMO CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA: ALTERNATIVAS NO ESPAÇO DA SALA DE AULA COM ALUNOS EM SITUAÇÃO DE DESVANTAGEM
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