quarta-feira, 26 de novembro de 2008

VALORIZANDO NOSSOS IDOSOS

Após nossos estudos, concluímos que, o idoso constrói sua auto-imagem a partir de uma representação social, que depende de suas vivências pessoais, da forma como vêem o mundo e de como são vistos por ele.
Ser um idoso em nosso país não é tarefa fácil, pois o idoso fatalmente acaba sendo um empecilho, um estorvo, já que todos correm em busca de melhores condições de vida, de consumo. Este é o reflexo do mundo capitalista.

Precisamos também romper com paradigmas estabelecidos pela sociedade quanto ao que é "certo ou errado" para um idoso, o que lhe fica bem ou não, que tipo de vida quer levar, calma, tranqüila, em casa, ou participando de encontros, bailes de terceira idade, festas, e assim por diante. Assim como todos nós, os idosos também buscam a felicidade, e é isto que importa no mundo, sermos felizes
Conforme nos coloca o geriatra, esta concepção precisa ser refletida a fim de buscarmos uma valorização e respeito para com os nossos idosos, já que teremos futuramente uma população de idosos.
Os idosos têm muito a nos ensinar, possuem a chamada “cultura popular”, rica em informações e conhecimentos que deveriam perpetuar por todas as gerações. Mas para que isso aconteça, precisamos nos conscientizar de valorizar o nosso idoso.
Como nos diz o geriatra: “Uma família com bases sólidas não abandona nenhum de seus elementos, pelo contrário, luta por eles”. Será que todos não formamos uma grande família?

domingo, 16 de novembro de 2008

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO ESCOLAR

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
Instrumento de trabalho elaborado de forma coletiva envolvendo toda comunidade escolar. Reflete o desejo teórico orientador das práticas escolares.Deve organizar a escola de forma a oportunizar e facilitar o exercício da democracia, assegurando em seu currículo a interdisciplinaridade e a transversalidade, na construção de uma prática pedagógica a partir da realidade, desencadeando a criação de espaços de participação.Resultante deste processo, a avaliação deve vislumbrar o aluno em seu todo, com diferenças individuais e diferentes saberes. Não deve ter caráter classificatório.
O PPP deve estar pautado no respeito aos princípios filosóficos e fins que emanam da legislação em vigor, bem como das diretrizes e princípios da Constituinte Escolar.O processo educativo deve estar fundamentado no estudo da realidade vivida pelo grupo e por conseguinte na percepção crítica da realidade. Daí a necessidade de ser constantemente revisto/reavaliado e refeito, se necessário.
Paulo Freire nos diz que “os educadores não devem estar demasiadamente certos de suas certezas porque o conhecimento tem historicidade”.

REGIMENTO ESCOLAR
Documento de referência para o funcionamento da escola.Tudo o que diz respeito à vida escolar deve estar previsto no Regimento.O Regimento Escolar deve procurar explicitar o máximo possível, a filosofia, os fins e objetivos da escola e de seus diferentes setores, bem como, o funcionamento e regras que regem cada um deles.O processo de avaliação deve estar bem explicitado.

No Regimento Escolar devem constar:
- O tipo de regime adotado pela escola;
- O calendário escolar- A metodologia a ser trabalhada conforme cada nível de ensino (educação infantil, séries iniciais, ensino fundamental, ensino básico);
- De que forma acontecerão as matrículas, rematrículas, transferências, entre outros itens;
O Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar devem estar sempre interligados, são complementares.O Regimento Escolar deve ser elaborado com base no Projeto Político Pedagógico, onde ambos apresentem em sua formulação o desejo de construção de uma escola pública democrática.
“Regimento Escolar é o documento originado do Projeto Pedagógico que disciplina a vida escolar”. Caldieraro (2006, p.28)

Profissionais da Educação - mais reflexões...

Dando continuidade às reflexões, fiquei pensando a respeito da história da educação e de seus profissionais, que vem de longa data. Conversando com colegas de trabalho que já estão quase se aposentando, fiquei sabendo que inicialmente éramos muito volorizados e respeitados, inclusive, o diretor da minha escola abdicou de seu emprego em uma escola particular, o IEI - Instituto de Educação de Ivoti, em função do bom salário e do plano de carreira do magistério público estadual. tal informação veio de encontro às leituras realizadas, quando diziam que a ampliação do contingente de alunos elevaram em níveis proporcionais o número de professores. Com certeza, à medida que o número de alunos foi crescendo mais e mais profissionais precisaram ser nomeados, contratados e assim por diante, isto contribuiu para que, um estado que não soube administrar adequadamente a situação, promovendo políticas públicas de qualidade, acabasse por defasar substancialmente a remuneração dos profissionais da educação, hoje o caos está instalado, o que fazer quando muitos professores, altamente qualificados estão abandonando a carreira do magistério e procurando outros empregos. Confesso que me preocupa, que rumo vai tomar a educação? São estas as \\\"soluções estruturais e emergenciais\\\" que se pretende fazer, acabar com o nosso plano de carreira, tirando as vantagens, de que vai adiantar fazer cursos de capacitação, tentar fazer, com muito esforço, uma faculdade, para ter este reconhecimento? De que adianta a Constituição de 1988 apresentar a valorização dos profissionais da educação como um princípio constitucional, ainda mais, evidenciando a necessidade de urgência dessa valorização, se é este o reconhecimento que temos. Imaginem só ter que fazer uma greve a esta altura do ano, quando já estamos cansados, ansiosos pelas férias. Acho que quando tudo isto passar teremos bem menos de 15% de homens ainda na área da educação, pois a maioria são pais de família que precisam prover o sustento de sua prole, e assim fica difícil. Eu estou trabalhando 40 horas este ano, pois assumi uma convocação, mas sou nomeada para 20 horas, se não fosse meu marido, passaria fome. Sinceramente espero que a situação melhore, pois gosto muito do que faço e não gostaria de ter que abandonar o barco...

Profissionais da Educação

Atuo como professora nomeada na rede pública estadual de ensino. Bem, com tudo isto que está acontecendo, posso dizer que estou muito desanimada com a atual situação da minha classe, quero dizer, a nível de estado, pois sei que as prefeituras preocupam-se mais em oferecer melhores salários, bem como, melhores condições de trabalho aos seus profissionais. Sou professora há 18 anos, porém, desde 1997 na rede estadual, e já passei por inúmeros momentos difíceis e desgastantes ao longo desta caminhada. As vezes fico me questionando, será que vale a pena tanto esforço, dedicação e empenho se não somos devidamente valorizados. Mas me preocupo com as crianças que são designadas a mim a cada ano, e sei que todos que são comprometidos pensam da mesma forma, aliás, são aqueles rostinhos brilhantes, cheios de vida e energia que fazem renascer a esperança a cada novo dia. (inclusive tem uns que não me deixam trabalhar, agora a pouco mesmo tive que mandar duas fofas irem dormir, ficam puxando conversa pelo msn...). Mas voltando ao assunto, para se ter uma idéia, eu já estou no estado a 11 anos e continuo na classe A, todos os anos temos que levar certificados de cursos que fizemos e para quê? Desde 2001 que o estado não faz alterações de classes. Nosso plano de carreira é bom, pena que o salário base é tão baixo, e agora vem a governadora, que não exitou em alterar seu mísero salário para R$ 17.000,00, querer se adequar ao novo piso salarial, porém, cortando todas as nossas vantagens. E para completar, baixou um decreto punindo a greve, se exercemos um direito que é nosso, garantido por lei, ficamos sem receber. Dá para acreditar! Além de ser pouco, ainda ficar sem! E esta é a situação dos professores estaduais neste momento, mas nada como um dia após o outro.