terça-feira, 7 de dezembro de 2010

OBA!! SOU QUASE UMA ESCRITORA...

Em meio a tantas turbulências que sacudiram minha vida este ano, estava o TCC. Decidi falar um pouco sobre ele, pois foi algo que me marcou bastante durante sua construção. A começar pelo fato de que nunca havia feito um trabalho de tal importância como este. No inicio fiquei apavorada, não sabia nem por onde começar, então a professora Gládis foi citando as partes e como deveria fazer cada uma delas. Então fui construindo meu TCC, que partiu de uma experiência vivenciada durante a minha prática de estágio. Logo no inicio estava pronta para fazer sobre a questão do brincar, pois percebi, logo que entrei na turma que as crianças não sabiam brincar, mas com o tempo fui me dando conta que não era que elas não sabiam brincar, mas sim que o ambiente escolar não convidava à brincadeira. No momento em que fui criando alguns “cantinhos” na sala de aula, as crianças foram tendo a possibilidade de escolher para qual pretendiam se dirigir, conforme o que gostariam de fazer. Com estes cantinhos também pude perceber que as crianças buscavam companheiros com os quais tinham mais afinidade e que se acertavam melhor para brincar. Então vi realmente, que a organização dos espaços escolares é fundamental para o desenvolvimento das crianças.

Para apoiar minha pesquisa encontrei diversos teóricos que defendem a idéia da criação de “cantinhos” na sala de aula, entre eles: Craidy e Kaercher, Horn, Kishimoto e outros.

E foi assim que aprendi como fazer um TCC, organizar cada capitulo, o transformado numa obra de arte. Espero que esta pesquisa possa servir de apoio para outras pessoas que julgarem importante fazer uma análise sobre as implicações do espaço físico para o desenvolvimento dos jogos e brincadeiras na sala de aula.

Também descobri algumas coisas a meu respeito, como o fato de ser bem objetiva e sucinta. Não gosto de “enrolação”, prefiro ir direto ao ponto.

Apesar de todo o stress foi muito significativo construir um TCC, se algum dia tiver que fazer outro, certamente saberei por quais caminhos trilhar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

REFLEXÃO FINAL

Se me falassem em blog quando iniciei o curso, por certo pensaria o que seria isso. Eu não tinha a menor idéia, nem sequer tinha e-mail, aliás, não sabia nem ligar o computador. Em função destas tecnologias, lá no inicio do curso, pensei em muitas vezes desistir, que isso não era pra mim. Mas como recebi muito apoio para continuar, resolvi ficar e enfrentar este bicho chamado tecnologia.

Durante todo o curso deixei registros no blog evidenciando o quanto estava aprendendo e como a cada dia dominava mais as tecnologias. O blog revolucionou a “era pead”. Particularmente gostei demais de trabalhar com blog, pois ele nos dá a possibilidade de postar as atividades de uma maneira bem criativa, modificando a letra, cor do texto, colocando gifs e outras imagens.

Também foi muito interessante o fato de que todos os semestres tinham uma quantidade certa de postagens para fazer, a partir das aprendizagens que realizamos. Isto foi muito significativo, pois a qualquer tempo é possível retomar o que fizemos, reler e reaproveitar, se necessário.

O CONSTRUTIVISMO E A APRENDIZAGEM

Foi em 1990 que assumi minha primeira nomeação, já logo de chegada peguei uma 1ª série, o que foi um pavor pra mim, imagina só, ter que alfabetizar. Mas tudo bem, enfrentei. Lembro perfeitamente que neste ano trabalhei com minha turminha da mesma forma que eu aprendi, ou seja, bem tradicional. Comecei com a letra “a” lá no começo do ano e terminei com a letra “z” lá no final do ano. No ano seguinte peguei novamente 1ª série, porém, antes das aulas começarem fizemos um curso de alfabetização onde ouvi pela primeira vez falar em construtivismo. Gostei da idéia, achei bem atrativa. Então comecei algumas leituras, gostei muito da Emília Ferreiro, e comecei a trabalhar desta forma, já logo de inicio apresentei todas as letras aos alunos, que foram conhecendo e se familiarizando com o mundo letrado. Ao final deste ano todas as crianças estavam alfabetizadas.

Então ao longo destes anos fui conhecendo mais sobre o assunto e trabalhando com mais domínio sobre o que fazia. No curso de Pedagogia – PEAD – aprofundamos ainda mais estes conhecimentos através das leituras e estudos que fizemos. Acredito ainda que o Construtivismo ainda é o melhor caminho para se chegar a aprendizagem, procurando valorizar aquilo que o aluno já traz consigo.

FORMANDO UM PAÍS MAIS CULTO

Atualmente vemos muitas escolas oferecendo a possibilidade de estudos para quem não conseguiu concluir em idade própria seus estudos. Trata-se da EJA – Educação de Jovens e adultos, que vem respeitosamente valorizar aqueles que durante o dia dão duro no trabalho e à noite ainda vão em busca de uma qualificação profissional. É admirável o gesto de quem enfrenta os obstáculos e vai à luta. O mundo hoje exige profissionais capacitados, não há muito espaço para aqueles que desistiram de estudar. Até para ser gari já está sendo solicitado ensino médio completo. Que bom, assim muito em breve teremos um país sem analfabetismo.

Há algum tempo atrás tive oportunidade de trabalhar com uma turma de alfabetização de adultos. Pude perceber que os adultos têm mais dificuldade para aprender do que as crianças, porém, muita determinação e coragem para vencer os desafios. Durante um tempo tive a presença nas aulas do seu Antônio, que na ocasião tinha 75 anos.

DA REALIDADE À FANTASIA

Conforme já vimos anteriormente, na interdisciplina de linguagem e Educação, as histórias devem fazer parte da vida das crianças desde que nascem, pois funcionam como uma importante fonte estimuladora do desenvolvimento intelectual da criança. Através das histórias as pessoas podem viajar por universos ainda desconhecidos, pelo imaginário, desenvolvendo sua capacidade imaginativa e criadora.

Como tenho três filhos em diferentes idades, posso falar claramente o que a leitura fez em suas vidas. A minha filha mais velha simplesmente adora ler, e isto acontece desde que era bem pequena. Lembro que quando ela estava na 5ª série a bibliotecária mandou que ela fosse procurar livros na estante da 7ª série, pois já havia lido tudo o que tinha disponível para sua série.

Ainda hoje ela continua com este maravilhoso hábito de ler, por isso escreve muito bem.

Meu filho de nove anos também gosta muito de ler, embora não goste muito de ir pra escola. Mas uma coisa não está vinculada à outra, o fato dele não gostar muito de ir pra escola não significa que possa gostar de ler. Preocupa-me é que a escola não está sendo desafiadora a ponto de prender sua atenção. Ou será que isso é algo dele mesmo? Acho que preciso de mais umas leituras de psicologia...

Já a Helena, o bebê, tem seus livrinhos de pano, de papelão e de plástico. E ela adora as histórias e os personagens. Desse tamanho já fica fascinada pelo Cebolinha e pela joaninha dos seus livrinhos. Com certeza vai ser mais uma espertinha a gostar de ler e viajar pelo mundo da imaginação.

É claro que isto acontece pelo fato de que todos receberam estímulo para a prática da leitura, por isso é importante colocar à disposição das crianças diversos tipos de portadores de textos. Mas tarde veremos os resultados.

PROFESSORA SONHADORA

A realidade do magistério atualmente é preocupante. Pelo menos enquanto a nível estadual, que é o meu caso. O salário é vergonhoso, ainda mais por termos em nossas mãos a difícil tarefa de formar e ajudar a construir o futuro cidadão do nosso país. Mas confesso que está muito complicado, não existe mais o respeito que se tinha pela figura do professor. Hoje até os alunos se sentem no direito de discutir com o professor sem um mínimo de respeito. Isto nas cidades menores, de interior, mas nos grandes centros já se ouve falar até em agressões contra professores. Onde é que isso vai parar? Quando é que seremos novamente valorizados e respeitados pela importante função que exercemos? Eu tenho esperança que este dia chegue, ainda antes de me aposentar. Talvez seja utopia, mas vale a pena sonhar.

E OS IDOSOS, O QUE NOS ENSINAM?

As interdisciplinas de Psicologia também foram muito importantes para mim, considerando o fato de que gosto muito de Psicologia, realizar aprendizagens neste sentido tornou-se ainda mais significativo. Quando fizemos a interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta, compreendi diversas questões, ou melhor, pelos estudos e pesquisas que realizamos me dei conta de alguns fatos que acontecem à nossa volta e nem nos damos conta. Um deles é a questão dos nossos idosos, como a sociedade vê e trata os nossos idosos? A sociedade está preparada para acompanhar a vida de um idoso? Não. O mundo é uma constante correria, onde os jovens e adultos lutam por condições melhores de vida e acabam esquecendo daqueles que trouxeram o mundo até aqui. Não podemos esquecer que um dia nós seremos os idosos do mundo.

Quando fizemos entrevistas, fiquei encantada com a fala de um geriatra que demonstrou em carinho enorme e um gesto de gratidão e respeito pelos nossos idosos. Ele disse que: “Uma família com bases sólidas não abandona nenhum de seus elementos, pelo contrário, luta por eles”. Será que todos não formamos uma grande família?

E realmente os idosos têm muito a nos ensinar, possuem a chamada “cultura popular”, rica em informações e conhecimentos que deveriam perpetuar por todas as gerações.